COVID-19: Aumento de casos e óbitos deve servir de alerta, diz Fiocruz

A Fiocruz avalia ainda que "a combinação dos problemas no fluxo de dados e o aumento súbito do número de casos deve ser tratada com bastante atenção"


Foto: Viktor Braga/UFC.

Equipe Focus
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O aumento de casos e óbitos de COVID-19 no Brasil entre 8 e 21 de novembro ainda não pode ser chamado de segunda onda, mas deve servir de alerta para reforçar o sistema de saúde, avalia o Boletim Observatório COVID-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que foi atualizado na quinta-feira, 26, com os dados das semanas epidemiológicas 46 e 47.

O texto pede atenção na análise dos dados, já que as semanas estudadas sucedem um período em que houve defasagem nos registros, no contexto dos ataques cibernéticos sofridos por órgãos federais.

“Ainda não se pode afirmar que o Brasil vive uma segunda onda da pandemia, mas a inversão da tendência de redução desses indicadores [de casos e óbitos] deve servir como alerta para todo o sistema de saúde, no sentido de reforçar a infraestrutura hospitalar e intensificar ações de atenção primária integrada à vigilância”, afirma o boletim.

A Fiocruz avalia ainda que “a combinação dos problemas no fluxo de dados e o aumento súbito do número de casos deve ser tratada com bastante atenção, pois significa que no momento atual podemos ter um quadro de indicadores que efetivamente não reflete a realidade, agravado pela ausência de testes e de busca ativa de casos e contatos”.