Com UTIs estranguladas, lockdown parece inevitável

Com ciclo similar ao de Manaus, para desgraça da economia e dos empregos, o quadro impõe nova tomada de posição do governador.


Camilo vê os números da Covid em disparada: em situação menos complexa, o lockdown foi adotado.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Os fatos indicam que o lockdown se torna uma possibilidade concreta. As notícias oriundas das emergências dos hospitais públicos e privados são ruins e pressionam pela tomada de decisão por parte do governador Camilo Santana (PT). UTIs e enfermarias lotadas e ainda há o pós-Carnaval a se contabilizar em uma leva de novos contagiados.

Entre boa parte dos médicos, há a forte avaliação que se trata de uma nova cepa. Possivelmente, a mesma que assolou e assola Manaus (AM). O ciclo é similar. Velocidade nos contágios, grande quantidade de contagiados, doença mais severa, hospitais abarrotados.

Da forma que o quadro se configura, novas frentes de UTI vão precisar ser abertas. Já tem gente, com e sem seguro de saúde privado, que não está conseguindo receber o tratamento adequado. Há vários relatos nesse sentido.

Para desgraça da economia, o quadro impõe nova tomada de posição do governador. Em qual nível é o que não é possível identificar.

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.