Com ressalvas, gerente da Anvisa recomenda uso da CoronaVac

Na apresentação deste domingo, a equipe da Anvisa diz que "não foram apresentados os resultados da avaliação de imunogenicidade ao longo do tempo para esse estudo, de acordo com o que era esperado e definido no protocolo"


Coronavac, vacina produzida pela Sinovac. Foto: Instituto Butantan.

Equipe Focus
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Em entrevista realizada no fim da manhã deste domingo, 17, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes, afirmou que a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, teve o dado de imunogenicidade considerado não adequado, mas, tendo em vista o cenário brasileiro e a ausência de alternativas, recomendou a aprovação do imunizante.

Na apresentação deste domingo, a equipe da Anvisa diz que “não foram apresentados os resultados da avaliação de imunogenicidade ao longo do tempo para esse estudo, de acordo com o que era esperado e definido no protocolo” e que “o único resultado apresentado não foi considerado adequado para avaliação e conclusão”. Gustavo afirma que os dados de imunogenicidade não foram considerados adequados porque “não são quantitativos, são qualitativos”.

Mesmo sem os resultados previstos em relação às avaliações de anticorpos neutralizantes, Gustavo recomenda aos diretores a aprovação da CoronaVac. “A recomendação, como área técnica, é que, tendo em vista o cenário da pandemia, aumento do número de casos e ausência de alternativas terapêuticas, a gerência recomenda a aprovação do uso emergencial da CoronaVac, com acompanhamento das incertezas que ainda temos e reavaliação periódica.”, disse Gustavo Mendes.

Vale lembrar que a decisão final da aprovação ou não da vacina ficará a cargo de cinco diretores da Anvisa. A previsão é que até o final do dia ocorra a decisão.

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