Coema aprova termelétrica de R$ 6,75 bi no Pecém

Com capacidade de dobrar a produção de energia do Ceará, empreendimento será o segundo maior investimento privado da História do Ceará, sendo menor apenas que a Siderúrgica.


Área destinada ao fracassado projeto da refinaria da Petrobras abrigará a nova termelétrica.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Por 25 a 5, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) aprovou hoje (no início da noite desta quinta-feira, 04) o projeto da usina termelétrica Portocem, que será localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). O empreendimento tem potência de geração de 2.189,6 MW. Com valor previsto de R$ 6,75 bilhões, o empreendimento será o segundo maior investimento privado da História do Ceará, sendo menor apenas que a Siderúrgica.

Com a aprovação pelo Coema, a empresa está apta a concorrer ao próximo leilão do Ministério das Minas e Energia, marcado para outubro próximo. Completa, a Portocem praticamente vai dobrar a produção de energia do Ceará. E o melhor: trata-se de energia limpa. Uma estação de captação de água do mar será utilizada para a operação. Portanto, o projeto não contempla o uso de água doce.

“Caso o projeto passe pelo leilão, será o começo de uma cadeia econômica com matriz de energia limpa, consolidando um novo cluster no Ceará em bases bem mais modernas que as termelétricas já instaladas”, comemora o secretário de Desenvolvimento Econômico, Francisco Maia Jr.

O projeto é dividido em módulos I, II e III. Na primeira, são 1,047 MW. Os eixos II e III possuem respectivamente 571,3 MW de capacidade de geração. A unidade ficará a 14 quilômetros do Porto do Pecém, na área antes destinada à refinaria premium da Patrobras, que foi abortada. Um gasoduto interligará o empreendimento aos navios gaseiros.

“A unidade de geração de energia UTE Portocem está situada em um local, onde anteriormente estava prevista a antiga Refinaria Premium da Petrobras. Para o EIA/Rima da UTE Portocem, o local foi estudado novamente. Portanto, já é um lugar que foi bastante analisado na parte ambiental”, declarou a empresa durante das audiências públicas.

Por fim, haverá também uma adutora de retorno e emissário submarino para o lançamento dos efluentes líquidos tratados no mar. O comprimento é de 13 quilômetros.