Clínicas privadas de vacinação articulam importar vacinas contra Covid-19

Tanto o Governo Federal quanto à Anvisa dizem que não há problema quanto à importação pela rede privada, mas somente após o setor público suprimir a demanda.


Vacina. Foto: Freepik

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Porto seguro de vacinas para os cidadãos que têm recursos financeiros para pagar pelos imunizantes, as clínicas privadas de vacinação estão trabalhando para ter direito de importar e oferecer ao seu público os produtos que venham a ser aprovados pela Anvisa. Embora a Anvisa tenha declarado que haverá permissão para as clínicas adquirirem e aplicarem as vacinas, os fabricantes declaram que a prioridade é a venda para os governos.

Nesta quinta-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que as clínicas privadas poderão importar vacinas contra a Covid-19 só depois que a demanda do SUS (Sistema Único de Saúde) for atendida. “Sim [a rede privada poderá comprar], autorizado por nós, a partir do momento em que a gente já tenha cumprido o que a gente precisa receber. Claro que precisa comprar também no privado, mas com prioridade para o SUS”, disse.

Por sua vez, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCvav) divulgou a seguinte nota: Na qualidade de associação representante das clínicas privadas de todo o Brasil, informamos que foi feito contato com todos os fabricantes das vacinas contra o novo coronavírus que estão em pesquisa. Foi unânime a resposta de que ainda não existe qualquer previsão de abastecimento do mercado privado, uma vez que todos os esforços estão direcionados para atender aos setores públicos em diversos países. No mais, todas as empresas garantiram que nos manterão informados tão logo tiverem novidades no que tange as clínicas privadas. Ficamos à disposição para dúvidas adicionais”.

 

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.