Cientistas americanos garantem que genoma do coronavírus saiu de um laboratório

Os especialistas americanos estão convictos que o vírus foi criado em uma unidade de virologia. A cidade de Wuhan, na China, registrou os primeiros casos no fim de 2019


Laboratório. Foto: Freepik

Equipe Focus
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O debate sobre o surgimento do coronavírus continua. Desta vez, dois cientistas dos Estados Unidos garantem que o genoma da COVID-19 saiu de um laboratório. A hipótese mais aceita hoje por parte da comunidade científica, mesmo assim questionável, é a de que o patógeno veio da natureza, partindo de um animal e infectado seres humanos.

“Um vírus simplesmente não consegue apanhar uma sequência de outro vírus se essa sequência não estiver presente em nenhum outro patógeno”, declararam ao The Wall Street Journal os médicos Richard Muller, professor de física da Universidade de Berkeley, na Califórnia, e Stephen Quay, CEO da empresa biofarmacêutica Atossa Therapeutics.

Eles explicam que a combinação “CGG-CGG” nunca foi encontrada naturalmente. “Isso significa que o método comum do vírus para capturar novas habilidades, chamado de recombinação, não pode ser aplicado aqui”, pontua.

Biden quer provas da origem

O presidente dos EUA, Joe Biden, também quer saber a origem do vírus. Nesse sentido, pediu a todos os serviços de informações do país que redobrem os esforços para tentar explicar como surgiu o coronavírus. Ele exigiu que um relatório seja entregue em 90 dias.

Os órgãos americanos seguem analisando documentos de virologia de um laboratório chinês de Wuhan, o epicentro da doença na China.  Especula-se que teve origem em um mercado de frutos do mar da cidade. No local foram registradas as primeiras ocorrências, no fim de 2019.

Acredita-se que os hospedeiros são espécies de morcegos e do pangolim, animal exótico consumido como alimento em algumas regiões do País.

O imunologista norte-americano Anthony Fauci, em entrevista ao jornal Financial Times, sustenta a ideia. Em sua avaliação, os cientistas do laboratório de Wuhan infectados pela COVID podem ter contraído a doença entre a população.

OMS e a China

Na Organização Mundial de Saúde (OMS), também não se sabe a origem do vírus. Myke Ryan, do alto escalão da OMS, declarou que precisa de mais dados da nação asiática. Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 7, chegou a falar que não pode forçar o país a apresentar as informações.

Contudo, reforçou: “esperamos plenamente a cooperação, contribuição e apoio de nossos estados-membros nesse esforço”.

A própria OMS afastou a hipótese de o coronavírus ter surgido em um laboratório chinês de Wuhan em fevereiro de 2021.

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