Com aval de Tasso, Chiquinho aceitou convite de Camilo para suplência no Senado

A decisão do PSDB, que configura aliança com o PT, encerra a articulação que levou RC a se reunir com Tasso e convidar o tucano para concorrer à reeleição para o Senado. A ideia era atrair o PSDB para a aliança com o PDT, estabelecendo a ruptura com o PT.


O movimento de Camilo tira o PSDB de uma articulação que envolveu RC e Ciro na tentativa de atrair Tasso e fazer do tucano candidato a senador.

O presidente do PSDB do Ceará, Chiquinho Feitosa, disse que recebeu de Camilo Santana (PT) o convite para ser seu suplente na chapa para o Senado. “Aceitei o convite”, relatou o tucano ao Focus. O fato põe por terra a articulação para uma aliança do PDT com o PSDB tendo Roberto Cláudio como candidato a governador e Tasso Jereissati como concorrente para o Senado.

“Recebi o convite do Camilo para ser suplente dele. E eu disse que aceitaria se o Senador Tasso fosse de acordo. O mesmo me liberou para tomar a decisão como eu quisesse. E assim eu decidi. Aceitei o convite e comuniquei ao Camilo”, conta Feitosa, que é suplente de Tasso no Senado.

Chiquinho Feitosa conta que o senador Tasso recebeu na sexta-feira o ex-prefeito Roberto Claudio. “Tasso disse ao Roberto que havia me autorizado a conduzir o processo em nome do PSDB e que não aceitaria ser candidato ao senado”.

Como o Focus havia antecipado na noite da última quinta-feira (veja aqui), Ciro Gomes e RC estavam trabalhando uma aliança com o PSDB, oferecendo a Tasso a vaga na chapa para o Senado. Um trecho do texto: “No (quase) absoluto silêncio das conversas pé de ouvido, nasceu essa hipótese em meios às labaredas do PDT Ceará. A saber: como forma de fortalecer o palanque pedetista, sem PT, MDB e companhia, a ideia em articulação é formar uma chapa de grande peso. No caso, Roberto Cláudio para o Governo e Tasso Jereissati para o Senado. Na vice, o peso do PSD, com Domingos Filho”.

Pelo visto, a articulação foi mais uma possibilidade que não deu certo na confusa caminhada do PDT do Ceará. “Portanto, estou fechado com o Camilo para ser suplente dele. E assim acontecerá”, declarou Feitosa ao Focus.

“Quanto ao candidato a governador, eu espero que prevaleça o bom senso. Torço e trabalho para que esse belo arco de aliança construído em favor do Ceará pelo nosso amigo Cid Gomes não se desfaça. Tenho imenso carinho e respeito pelo Cid. Também sou amigo do Roberto. Não tenho nada a ver com essa briga”, finaliza.

Fábio Campos

Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, o mais tradicional veículo de jornalismo impresso do Ceará, onde editou a Coluna Política por 14 anos (1996-2010) e a Coluna Fábio Campos por sete anos (2010-2017). Também foi editorialista do mesmo veículo entre 2013 e 2017. Concomitantemente às funções no jornal, editou o Anuário do Ceará por 15 anos, modernizando o conteúdo e o projeto gráfico da prestigiada publicação. Apresentou o programa Jogo Político na TV O Povo por 12 anos, ancorou o programa Contraponto na TV Cidade (Record), foi comentarista de política na TV Jangadeiro (SBT) e na rádio O Povo/CBN. Em agosto de 2017 iniciou a startup Focus.jor.