Chapa Geraldo-Rodrigo ganha força no NOVO para a disputa de prefeito de Fortaleza

O executivo e o advogado, que é assessor da liderança da sigla na Câmara dos Deputados, conversaram no final da manha de hoje posaram para uma selfie.


Por Fábio Campos
fabiocampos@fovus.jor.br

Saiu a primeira perspectiva de chapa completa para a disputa pela Prefeitura de Fortaleza, em 2020. No final da manhã desta terça-feira, 23, o executivo Geraldo Luciano e o advogado Rodrigo Saraiva Marinho, ambos do NOVO, se reuniram, conversaram sobre sucessão em Fortaleza e indicaram a formação de uma possível chapa com Geraldo na cabeça e Rodrigo na vice.

Focus apurou que, pelo tom da conversa, Geraldo Luciano mantém firme o desejo de ser candidato na Capital. No final de junho passado, o executivo deixou a presidência do NOVO do Ceará para atender as regras internas da sigla, que impõe um processo de seleção interna que o diferencia de todos os outros partidos. No caso, além de vários procedimentos, o processo interno prevê até uma seleção feita por uma empresa de recrutamento de executivos. Uma das regras diz que o potencial candidato precisa se afastar da linha de comando um ano antes das convenções.

Logo após a conversa, Rodrigo Marinho, que assessora a liderança do NOVO na Câmara dos Deputados, foi às redes sociais e publicou a foto acima, uma selfie ao fim do encontro, com a seguinte frase: “Meu candidato a prefeito de Fortaleza será Geraldo Luciano. O que acham de uma chapa com essa foto?”.

Em contato com o Focus, Marinho disse que a ideia da chapa une a força e a longa experiência de gestão de Geraldo com a vertente ideológica da militância liberal. O advogado é uma das referências nacionais nos debates promovidos por entidades que defendem o liberalismo econômico. “Alinhamos. Tem o processo seletivo do partido, mas a ideia é que a gente caminhe junto”, disse.

Detalhe: o NOVO não está propenso a fazer alianças. Assim como ocorreu em Minas Gerais, a sigla deve concorrer sozinha em Fortaleza. O partido tem tempo de TV, embora curto, por ter feito oito deputados federais. Também tem direito a Fundo Eleitoral, mas a sigla se recusa usar por se tratar de dinheiro público.