Centro de distribuição da Toyota no CE: Estado buscará rota via Canal do Panamá

Montadora japonesa mantém o interesse de instalar a estrutura no Pecém e segue com os estudos de viabilidade


Canal do Panamá. Foto: GCapitain

Átila Varela
atila@focus.jor.br

Uma das alternativas para que o Centro de Distribuição da Toyota se torne uma realidade no Ceará é a formatação de uma rota marítima. Esta seria usada para a entrada de insumos e saída de produtos manufaturados da planta da japonesa no Estado.

Enquanto a montadora nipônica segue com os estudos para a implantação do CD no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), o Governo estadual busca ligação da Ásia pelo Canal do Panamá. O resultado seria a redução de tempo, fora a facilidade logística para os japoneses.

“O centro de distribuição é viável. Do ponto de vista financeiro, ainda não. Na perspectiva técnica, sim. Há uma diferença financeira entre receitas e despesas. Na reunião que tivemos, eles apresentaram alguns esforços que precisam ser feitos para tentar equilibrar os números”, disse ao Focus o titular da Sedet, Maia Júnior.  “Vamos fazer um trabalho com as empresas transportadoras com o intuito de atendê-los”, pontou.

O secretário também destacou questões de ordem tributária que estão sendo conduzidas pela titular da Sefaz, Fernanda Pacobahyba.

Estudos de demanda

O estudo que a Toyota conduz trará não somente a demanda do Nordeste, mas também o potencial da região Norte. Antes, o primeiro documento tratava apenas dos estados do Nordeste, excluindo a Bahia. “A Bahia seria atendida por São Paulo”, disse Maia.

O que representaria para o consumidor final? Ganho de eficiência. Em uma equação simples, o CD da Toyota no CE faria com que o tempo de espera de uma peça caísse de nove para três dias como é hoje no Sudeste e no Sul. Nesse sentido, Nordeste e Norte ficariam em pé de igualdade em lead time.

Condomínio multimarcas

Caso negócio com a Toyota não se concretize, uma possibilidade é transformar o que seria o CD em um “condomínio” de peças de várias montadoras.  O projeto poderia ratear custos. “Lá na região Sul eles funcionam assim. Apenas os centros são separados. É uma espécie de pool. A Toyota se manteve aberta”, finalizou Maia Júnior.