Candidato do PSL em Fortaleza, Heitor Freire é conciliador com pauta conservadora nos costumes

Sua agenda política, em muitos campos oposta à esquerda, não o impediu de defender a indicação de Custódio de Almeida para a Reitoria da UFC e nem de se posicionar contra a privatização do BNB ou extinção do Dnocs.


O deputado federal Heitor Freire (PSL) é candidato a prefeito de Fortaleza pelo PSL. Foto: Divulgação

Quem for conversar com o candidato a prefeito pelo PSL, Heitor Freire, não pense encontrar um personagem com as características, digamos, rústicas do clã Bolsonaro. É fato que o parlamentar se elegeu colando sua campanha em Jair Bolsonaro, mas Freire mantém sua trajetória política própria. Além disso, mantém postura cordada e até se declara um conciliador.

Heitor Freire garantiu para sua campanha a prefeito de Fortaleza uma boa fatia da cota partidária. Terá R$ 8 milhões a seu dispor. Já contratou um marqueteiro e assessoria de imprensa. Seu tempo no horário eleitoral será de pouco menos que um minuto. Não pretende investir todos os recursos em sua campanha na Capital. Vai usar uma parte para ajudar nas campanhas de alguns candidatos a vereador em todo o Estado.

Freire tem uma agenda clara: o conservadorismo nos costumes. É contra o aborto, a legalização do consumo da maconha e a favor do direito do cidadão portar armas em casa.

Nada que o tenha impedido, por exemplo, de ser o embaixador da candidatura do professor Custódio de Almeida, um querido de nossa esquerda, junto ao Governo Federal no processo de escolha do reitor da Universidade Federal do Ceará. “Tenho grande admiração pelo trabalho do professor Custódio”, diz.

Freire conheceu Custódio, então pró-reitor de ensino da UFC, quando tentava validar seu diploma obtido em uma universidade norte-americana. Em outros momentos, surpreendeu interlocutores ao declarar-se contrário à privatização do BNB e à extinção do DNOCS.

O deputado federal estudou e morou nos EUA. Vivia muito bem financeiramente atuando no ramo imobiliário até ser duramente atingido pela crise de 2008. Também morou alguns anos na Inglaterra, quando atuou no mercado financeiro.

Fábio Campos

Jornalista formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi repórter de política e articulista do O Povo, onde editou a Coluna Política, entre 1996 e 2010. Foi editor do Anuário do Ceará entre 2002 e 2017. Apresentou programas de entrevistas na TV O Povo e foi comentarista nas TVs Cidade, Jangadeiro, além da rádio O Povo CBN.