Acompanhe os principais trechos do vídeo da reunião ministerial com Bolsonaro

A gravação na íntegra foi autorizada pelo ministro do STF, Celso de Mello


Equipe Focus.Jor
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O vídeo divulgado após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, registra na íntegra a reunião do presidente Jair Bolsonaro, ao lado do vice, Hamilton Mourão, do ex-titular do Ministério da Justiça, Sergio Moro, e demais  ministros.

Acompanhe abaixo os principais trechos da reunião ministerial com Bolsonaro, realizada no dia 22 de abril.

PARTE 1 – O ministro da Casa Civil, Braga Netto, explana sobre o Programa Pro Brasil

PARTE 2 – Ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Cidadania, Onix Lorenzoni, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, falam sobre a economia brasileira e os impactos da pandemia no país e no mundo.

Parte 3 – Em sua fala, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, sugere usar a pandemia para fazer mudanças na área ambiental, uma vez que a atenção da imprensa está voltada para a pauta da saúde.

O presidente Bolsonaro chegou a falar dos ataques que recebe: “E se eu cair, cai todo mundo. Se tiver que cair um dia, vamos cair lutando, uma bandeira justa. Não por uma babaquice de exame antivírus, pô. Pelo amor de Deus, pô. Tá? Eu até… deixar bem claro, de uns oito ano pra cá, quando pedia farmácia de manipulação um remédio qualquer, eu falava com o médico: “Bota um nome de fantasia”. Porque se for o meu nome pra lá, como era, sempre fui um cara manjado. Tem três, quatro que vão manipular lá o medicamento, podem me envenenar, pô! E assim é a mesma coisa a questão do vírus, entre outros. De acordo com interesse, o cara dá negativo ou dá positivo. Depois que deu, vai pra contraprova mas dá problema”.

Parte 4 – Bolsonaro se queixa de não ter informações: “Eu tenho as… as inteligências das Forças Armadas que não tenho informações. ABIN tem os seus problemas, tenho algumas informações. Só não tenho mais porque tá faltando, realmente, temos problemas, pô! Aparelhamento etc. Mas a gente num pode viver sem informação. Sem info… co… quem é que nunca ficou atrás do… da… da… da… da… da… da… da porta ouvindo o que seu filho ou sua filha tá… tá comentando. Tem que ver pra depois que e… depois que ela engravida, não adianta falar com ela mais. Tem que ver antes… depois que o moleque encheu os cornos de… de droga, já não adianta mais falar com ele, já era”.

Parte 5 – O então ministro da Saúde, Nelson Teich, fala sobre os planos da pasta para o combate à pandemia: “A saúde ela é fundamental, porque enquanto a gente não mostrar pra a sociedade que a gente tem o controle da doença, da saída dela, qualquer tentativa econômica vai ser ruim, porque o medo vai impedir que você trate a economia como uma prioridade. Então controlar a doença hoje é fundamental.”

 

Parte 7 – A ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, expõe casos que recebe em sua pasta: “Mulheres sendo jogadas no chão e sendo algemadas por não terem feito nada … feito nada. Nós estamos vendo padres sendo multados em R$ 90 mil porque estavam dentro da igreja com dois fieis. A maior violação de direitos humanos da história do Brasil nos últimos 30 anos está acontecendo neste momento, mas nós estamos tomando providências. A pandemia vai passar, mas governadores e prefeitos responderão processos e nós vamos pedir inclusive a prisão de governadores e prefeitos. E nós tamo subindo o tom e discursos tão chegando. Nosso ministério vai começar a pegar pesado com governadores e prefeitos”.

Parte 8 – Em sua fala, o ministro da Educação, Abraham Weintraub é enfático: “a gente tá perdendo a luta pela liberdade. É isso que o povo tá gritando. Não tá gritando pra ter mais Estado, pra ter mais projetos, pra ter mais… o povo tá gritando por liberdade, ponto. Eu acho que é isso que a gente tá perdendo, tá perdendo mesmo. A ge… o povo tá querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF.”