A Nova Era e oportunidades para investimentos financeiros no Brasil. Por Renato Aguiar

"Os investidores passaram a ser estimulados a conhecer outras opções de investimentos com vista à obtenção de uma rentabilidade mais satisfatória, o que passa, necessariamente, por maior exposição a risco e prazo mais longo de liquidez"


Renato Aguiar. Foto: Diretor de Crédito e Operações da CDP Capital. Foto: Divulgação

Incentivado por décadas com taxas de juros básicas elevadas, o investidor brasileiro se acostumou com opções de investimentos em renda fixa, lastreadas por títulos públicos, liquidez de curto prazo, baixíssimo risco e rentabilidade muito acima da média.

Não à toa, os investidores estrangeiros foram clientes fiéis do mercado de renda fixa brasileiro, pela elevada rentabilidade, mantendo um forte fluxo de capitais especulativos para o nosso país, e baseado em um câmbio valorizado até meados de 2017, quando se iniciou um processo de consecutivas reduções da taxa Selic, até atingir o atual patamar de 2% ao ano.

Nesse novo contexto, os investidores passaram a ser estimulados a conhecer outras opções de investimentos com vista à obtenção de uma rentabilidade mais satisfatória, o que passa, necessariamente, por maior exposição a risco e prazo mais longo de liquidez.

Nesse cenário, surgem os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários. O FIDC é a reunião de recursos que destina parcela superior a 50% do seu patrimônio líquido para aplicações em direitos creditórios, que são os créditos que uma empresa tem a receber, como duplicatas, cheques, entre outros. Trata-se de um investimento de renda fixa, ou seja, o valor investido é baseado em uma taxa acordada. Dessa forma, o investidor saberá exatamente quanto receberá no fim da aplicação.

Apesar da compra direta de cotas dos FIDC´S ainda não está disponível para o pequeno investidor, a legislação e o produto vêm evoluindo. Além disso, fundos de investimentos de bancos e outras instituições que atuam no varejo podem contar com alocações em FIDCs como estratégia de diversificação e para a obtenção de rentabilidade superior. Nesse caso é representado pelo CDI, sendo, portanto, um produto que passará a está cada vez mais presente nos portfólios dos investidores brasileiros.