A mais modorrenta eleição para o Governo que Ceará já assistiu

As polêmicas se reduziram a uma guerra de guerrilhas no tapetão da Justiça Eleitoral. Nada mais.


Por Fábio Campos

Nunca antes na História do Ceará tivemos uma eleição para o Governo tão modorrenta. A menos de seis dias para a eleição, se um oriundo do planeta Marte se dedicar a passar pelo nosso belo litoral e tórrido semi-árido dificilmente saberá que o Estado está prestes a votar pela escolha de seu governador.

Com os números avassaladores do Ibope a favor da reeleição do governador Camilo, as polêmicas se reduziram a uma guerra de guerrilhas no tapetão da Justiça Eleitoral. Nada mais.

A supremacia e a hegemonia política montada com método por Camilo Santana (PT) e Cid Gomes (PDT) colocou panos quentes na disputa e deu a eles o absoluto controle do processo político. Do outro lado, em um isolamento político jamais visto apara um candidato ao Governo, o General Theophilo (PSDB), candidato pinçado por Tasso Jereissati fora da política, faz uma campanha sem a companhia de… políticos.

Não seria um grande problema se o General fosse bastante conhecido do público eleitor.

Hoje, no governismo, a discussão é acerca da seguinte questão: Camilo baterá o recorde nacional quanto ao percentual de votos recebidos por um governador?

Ahh… mas dizem que há uma eleição de senador com uma das vagas em aberto. A primeira seria de Cid Gomes. A segunda vaga tem Eunício Oliveira (MDB) como  favorito. Na noite do próximo domingo, rapidamente saberemos a resposta. Pelo menos nessa disputa há um movimento diferente. Nas ruas, notam-se adesivos, bandeiras e panfletos não somente do senador do MDB.