A eleição mais apertada da Nova República

A desconfiança quanto às urnas vai crescer após a eleição mais apertada e polarizada da Nova República? Descobriremos em breve


Conteúdo PollstrGraph
Por Pedro Menezes

Se as urnas forem respeitadas, Lula da Silva será o próximo presidente do Brasil. Com 99,98% das urnas apuradas, o líder petista tem 50,9% dos votos. Foi a eleição presidencial mais apertada da Nova República.

Eis a lista completa das eleições que chegaram ao segundo turno, da mais acirrada para a menos acirrada:

Ano Placar Diferença
2022 50,9% x 49,1% 1,8
2014 51,6% x 48,4% 3,2
1989 53,0% x 47,0% 6
2018 55,1% x 44,9% 10,1
2010 56,1% x 43,9% 11,2
2006 60,1% x 39,9% 20,2
2002 61,3% x 38,7% 22,6
Média 55,4% x 44,6% 10,7

Lula teve 2,1 milhões de voto a mais que Bolsonaro. Em 2014, Dilma superou Aécio por 3,5 milhões de votos. Considerando a República Populista, até há diferenças menores: em 1955, Juscelino Kubitschek teve 470 mil votos a mais do que Juarez Távora. A comparação precisa considerar que o eleitorado era menor, não havia 2º turno e a diferença foi de 5,3 pontos percentuais.

Por outro lado, o Brasil também vivia um período de polarização em 1955 e o resultado quase não foi aceito. O Marechal Henrique Teixeira Lott teve que articular o famoso “Golpe da Legalidade” para garantir a posse de JK.

Segundo as últimas pesquisas Atlas, 75% dos eleitores de Bolsonaro não confiam nas urnas e 70% acreditam que há um alto risco de fraude eleitoral. A desconfiança vai crescer após a eleição mais apertada e polarizada da Nova República? Descobriremos em breve.

*Focus tem acordo de compartilhamento de conteúdo com a PollsterGraph